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segunda-feira, 23 de junho de 2014



A alma e o pecado.
A alma vive a sua vida natural através dos instintos, termo que vamos empregar por falta de outro melhor. Esses instintos, termo que vamos empregar por falta de outro melhor. Esses instintos, forças motrizes da personalidade, com as quais o Criador dotou o homem para fazê-lo apto a uma existência terrena (assim como o dotou de faculdades espirituais para capacitá-lo a uma existência celestial). Clamamo-los instintos porque são impulsos inatos, implantados na criatura a fim de capacitá-la a fazer instintivamente o que é necessário pera originar e preservar a vida natural. Assim escreve o Dr. Leander Keyser: "Se no início de sua vida o infante humano não tivesse certos instintos, não poderia sobreviver, mesmo com o melhor cuidado paterno e médico." Vamos considerar os cinco instintos mais importantes.


Primeiro:
- É o instinto da auto-preservação que nos avisa de perigo e nos capacita a cuidar de nós mesmos. 


Segundo: 
- É o instinto de aquisição (conseguir), que nos conduz a adquirir as provisões para o sustento próprio.


Terceiro:
- É o instinto da busca de alimento, o impulso que leva a satisfazer a fome natural.


Quarto:
- É o instinto da reprodução que conduz á perpetuação da espécie. 


Quinto:
- É o instinto de domínio que conduz a exercer certa iniciativa própria necessária para o desempenho da vocação e das responsabilidade.
O registro desses dotes (ou instintos) do homem concedidos pelo Criador acha-se nos primeiros dois capítulos de Gêneses.


- O instinto de  auto preservação implica a proibição e o aviso: "Mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás porque no dia em que dela comeres certamente morrerás."


- O instinto de aquisição aparece no fato de ter Adão recebido da mão de Deus o lindo jardim do Éden. 


- O instinto da busca de alimento percebe-se nas palavras: "Eis que vos tenho dado todas as ervas que dão sementes, as quais se acham sobre a face de toda terra, e todas as árvores em que há fruto que dê sementes ser-vos-ão para alimento." Ao instinto de reprodução referem-se estas declarações: " Homem e mulher os criou."  "Deus os abençoou e lhes disse: frutificai, multiplicai-vos." 


- Ao quinto instinto, domínio, refere-se o mandamento: "Enchei a terra, e sujeitai-a; dominai..."
Deus ordenou que as criaturas inferiores fossem governadas primeiramente pelos instintos, mas o homem foi elevado á dignidade de possuir o dom de livre árbitro do seu próprio destino.
Como guia para o regulamento das faculdades do homem, Deus impôs uma lei. O entendimento do homem quanto a essa lei produziu uma consciência, que significa literalmente "com conhecimento". Quando o homem deu ouvido a lei teve a  consciência esclarecida; quando desobedeceu a Deus, sofreu, pois a consciência o acusava. No relato da tentação (Gên.3) lemos como o homem cedeu á concupiscêcia dos olhos, á cobiça da carne, e á vaidade da vida. (1 João2:16), e usou os seus poderes de modo contrário á vontade de Deus. A alma consciente e voluntariamente, usou o corpo para pecar contra Deus. Essa combinação de alma pecaminosa e corpo humano constituem o que se conhece como "o corpo do pecado" (Rom. 6:6), ou "a carne" (Gál. 5.24). A inclinação e desejo da alma para usar o corpo dessa maneira de se descreve como a "mente carnal" 
(Rom. 8:7). Visto que o homem pecou com o corpo, será julgado segundo "o que fez por meio do corpo". (2 Cor.5:10). Isso envolve uma ressurreição. (João. 5:28, 29)." amigos confiram essas referências Biblícas".
  
Quando a "carne" é condenada, a referência não é ao corpo material (o elemento material não pode pecar), mas ao corpo usado pela alma pecadora. È a alma que peca. Ainda que a língua do difamador fosse cortada o difamador seria o mesmo. Amputam-se as mãos do larápio, mas de coração ele ainda seria ladrão. Os impulsos pecaminosos da alma devem ser extirpados; é essa a obra do Espírito Santo. (vide Col. 3:5; Rom. 8:13).


"A carne" pode ser definida como a soma total dos instintos do homem, não como vieram das mãos do Criador, e sim, como são na realidade, pervertidos e feitos anormais pelo pecado. É a natureza humana na sua condição decaída, enfraquecida e desorganizada pela herança racial derivada de "Adão" e debilitada e pervertida por atos voluntários pecaminosos. Ela representa a natureza humana não regenerada cujas fraquezas frequentemente se escusam com estas palavras: "afinal de contas a natureza humana é assim mesmo".
É a aberração desses instintos e faculdades dados por Deus que forma a base do pecado. Por exemplo:
- O egoísmo;
- A irritabilidade;
- A inveja;
- e a ira;
São aberrações do instinto da auto preservação.
- O roubo;
- A cobiça;
São instinto instinto de aquisição."não furtarás" e não "cobiçarás" querem dizer: "não perverterás o instinto de aquisição.
-A glutonaria;
É a perversão do instinto de alimentação, portanto é pecado.
- A impureza;
É perversão do instinto de reprodução.
- A tirania;
- A arrogância;
- A Injustiça;
- E a implicância;
Representa abuso do instinto de domínio.
Assim vemos que o pecado, fundamentalmente, é o abuso ou a aberração das forças com que Deus nos dotou.
Notemos quais as consequências dessa perversão:

1.
A consciência culpada que diz ao homem que desonrou o seu Criador, e avisa-o da pena terrível;

2.
A perversão dos instintos reage sobre a alma, debilitando a vontade, incitando e fortalecendo hábitos maus, criando deformações do caráter.O apostolo Paulo fez um catálogo dos sintomas desses "defeitos" da alma ( uma palavra hebraica traduzida  "pecado" significa literalmente "tortuosidade" em (Gal. 5:19-21).
 "Ora as obras da carne são manifestas, as quais são: 
- A fornicação;
- A impureza;
- A lascívia;
- A idolatria;
- A feitiçaria;
- As inimizades;
- As contendas;
- Os ciúmes;
- As iras;
- As facções;
- As dissensões;
- Os partidos;
- As invejas; 
- As bebedices;
- As orgias; 
E outras coisas semelhantes". Paulo considerou tais coisas tão sérias que acrescenta as palavras, "os que tais coisas praticam, não herdarão o reino de Deus".
Colocar sobre o poder do pecado, a alma torna-se "morta em delitos e pecados" ( Efés.2:1). Colocada entre o corpo e o espírito, entre o mais elevado e o inferior, entre o terreno e o espiritual, a alma fez escolhas má. Mas da escolha não surgiu proveito, e sim, perda eterna (Mat.16:26). Foi feita a má "barganha" de Esaú - a troca da bênção espiritual por uma coisa terrena e perecível. (Heb. 12:16). Ao morrer, a alma terá que passar para o outro mundo, "manchada" pela carne". (Jud 23).

Felizmente existe um remédio - a cura dupla, tanto para a culpa como para o poder do pecado.
1.
Porque o pecado é uma ofensa a Deus, é exigida uma expiação para remover a culpa e purificar a consciência. A PROVISÃO DO EVANGELHO É O SANGUE DE JESUS CRISTO .
2.
Visto que o pecado traz doença á alma e desordem no ser humano, requer-se um poder curativo e corretivo. ESSE PODER É JUSTAMENTE AQUELE PROVIDO PELA OPERAÇÃO INTERNA DO ESPÍRITO SANTO QUE ENDIREITA AS COISAS TODAS DA NOSSA NATUREZA E PÕE EM MOVIMENTO CERTA FORÇAS DA NOSSA VIDA.
Os resultados  (são os frutos):
- AMOR;
- GOZO;
- PAZ;
- LONGANIMIDADE;
- BENIGNIDADE;
- BONDADE;
- FIDELIDADE;
- MANSIDÃO;
- TEMPERANÇA;
(Gál.5:22,23).
Em outras palavras O Espírito Santo faz-nos "justos", palavra que no hebraico significa "reto". O "pecado" é "tortuosidade da alma"; a "justiça" é "retidão"

Amados que Deus possa falar melhor ao seu coração.   

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